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Quando tudo for pedra, atire a
primeira flor;
Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro
passo certo;
Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a
primeira luz, traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada;
Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso;
Talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que
compreenda, de braços que confortem;
Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do
primeiro sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;
Quando ninguém souber coisa alguma, e você souber um pouquinho, seja
o primeiro a ensinar, começando por aprender você mesmo,
corrigindo-se a si mesmo;
Quando alguém estiver angustiado à procura, consulte bem o que se
passa, talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja;
Daí, portanto, você deve ser o primeiro a aparecer, o primeiro a
mostrar-se, primeiro que pode ser o único e, mais sério ainda,
talvez o último;
Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la;
Não atire a primeira pedra em quem erra.
De acusadores o mundo está cheio;
Nem, por outro lado, aplauda o erro; dentro em pouco, a ovação será
ensurdecedora.
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu; sua atenção
primeiro para aquele que foi esquecido;
Seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém.
Quando tudo for espinho, atire a primeira flor;
Seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta, compreendendo que
o perdão regenera, que a compreensão edifica, que o auxílio
possibilita, que o entendimento reconstrói.
Atire você, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor.
(Autor Desconhecido)

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